
Terras lusitanas. Bem, faz tempo que tenho vontade de postar impressões sobre esta linda terra que agora ponho os pés todos os dias. O que dizer de Portugal??? Mais além de falar do lugar, acho interessante expor um pouco da minha experiência em terras do além mar. É, acho que sobre isto que tentarei escrever neste blog. Confesso que estou meio atrasada nesta minha tarefa, pois nestes dois meses já foram muitas coisas vividas, tantas que não sei por onde começar. O que posso dizer é que é impressionante e única a experiência de sentir-se diferente. Acho que para mim fortificou ainda mais minhas identidades, a consciência de saber quem sou e de onde venho. Isso eu penso que é bom, muito bom. É um se colocar no meu lugar. Mas nao no sentido hierárquico ou preconceituoso, e sim no sentido de fortalecimento de laços. Quando nos sentimos mais forte e seguros de si, é quando temos a consciência destes laços. Meu nome já revela muito destas diferenças. Qualquer português que, por ventura, esbarrou comigo e teve a infeliz idéia de perguntar o meu nome, pois mal sabiam que iriam ter um trabalhinho a mais, kkk, tive que repetir duas, três vezes ou mais. Mas sempre têm compatriotas para dar uma ajudar nestas horas difíceis. Outro dia estava assistindo uma aula pela primeira vez e, como tinha faltado a aula anterior, o professor perguntou-me o nome. Repondi-lhe com o replay como era de costume, e ele teve a feliz curiosodade de saber de onde viria essa palavra. Foi aí que tive a certeza maior que era brasileira, brasileiríssima. Ora de onde vem esse nome, do Brasil, claro, claríssimo.... Iria responder que era apenas um nome indígena e ponto final, sem contar a história toda, né, pois bota história nisso, kkk. Foi quando uma companheira brasileira contou ao professor que era um nome fruto do sincretismo religioso indígena, africano e português, que significa rainha das águas salgadas, Iemanjá, oiá, iaiá!... O professor olhou-me e fez reverência a minha pessoa. Fiquei sem graça mas feliz por alguém perguntar meu nome mais do que simplesmente pedir para repeti-lo. E viva a diferença!

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