sábado, 19 de dezembro de 2009

Cinema Paradiso







Cinema Paradiso (Nuovo Cinema Paradiso, no original) é um filme italiano de 1988, do gênero drama, escrito e dirigido por Giuseppe Tornatore


Salvatore di Vita é um cineastra bem-sucedido que vive em Roma. Um dia ele recebe um telefonema de sua mãe avisando que Alfredo está morto. A menção deste nome nome traz lembranças de sua infância e, principalmente, do Cinema Paradiso, para onde Salvatore, então chamado de Totó, fugia sempre que podia, e fazia companhia a Alfredo, o projecionista. Foi ali que Totó aprendeu a amar o cinema.

Após um caso de amor frustrado com Elena, a filha do banqueiro da cidade, Totó deixa a cidade e vai para Roma, retornando somente trinta anos depois, por causa da morte de Alfredo.

Voar, porque não?













Ali perto do mar, o menino Totó já crescido, cansado de esperar pela sua amada, conversa com seu velho amigo cego. Tem momentos na vida que precisamos sair do nosso ninho, ir para longe dele, quebrar elos, laços, para costurá-los novamente mais adiante, com as nossas próprias mãos. Deixar para trás memórias e seguir em busca de novas histórias, novas memórias. Foi mais ou menos assim que aconteceu na cena de um filme que assisti esta semana, “Cinema Paradiso” (Giuseppe Tornatore, 1988), o qual eu recomendo para todos. Ou foi pelo menos assim que interpretei, pois não lembro exactamente como foi o diálogo dos personagens. Afinal tudo que vemos é filtrado por nosso arsenal de “quinquilharias” que se acumulam nas nossas memórias, e se expressam no nosso corpo, na nossa maneira de ser. Lembrei-me quando meu pai aconselhou-me um dia a voar, levantar as minhas asas e voar, levantar vôo, bem alto, sem medo pois era preciso. Se porventura, algo acontecesse, ele estaria sempre lá. Que bom! Todos temos asas, umas pequenas, outras grandes, outras machucadas, com cicatrizes, ou saradas, outras calejadas, outras atrofiadas, outras desengonçadas, acanhadas, quietinhas, outras que não se cansam e enfeitiçam a todos com a beleza de seu voo, outras são muito belas mas não conseguem voar. Todas estão a espera de alçar voo. Cada qual da sua forma, do seu jeito. Quanto mais alto temos coragem de voar, mais ficamos perto de nós mesmos. Siddharta Gautama (Hermann Hesse) viajou por vários lugares, voou bem alto e bem longe, cruzando com várias histórias, várias pessoas, para chegar mais perto dele mesmo. Ele procurava algo importante que achou no simples ofício de levar as pessoas de uma margem a outra do rio. Achou grandeza na simplicidade deste ofício. Ele voou bem alto. Ele viu lá de cima como era pequenino diante daquela imensidão. Como somos pequenos e nos esquecemos disso a todo instante. Nossa busca pelo crescimento normalmente fica presa em redomas, limitada a padrões e no final podemos até conseguir criar reinos, mas que são belas arquitecturas por fora e ocas por dentro.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Fragmento STOP

Projeto da disciplina “Dispositivos Visuais” do Mestrado em Design da Imagem da Universidade do Porto


















Título... "Stop, conta a tua história!"

Enquadramento... Percebendo o STOP como um espaço alternativo e não institucional, que desenvolveu-se a partir de experiências espontâneas de vários grupos de músicas da cidade do Porto, a presente proposta pretende produzir um livro memorial do lugar (formato digital). Este livro teria como matéria prima o registro fotográfico dos pormenores das salas de ensaios, como: imagens fotográficas, recortes de revistas, objetos etc, os quais carregam vestígios memoriais das pessoas que convivem naqueles espaços. Como uma "espiada pela fechadura" as portas dos estúdios, o livro compilaria conteúdos curiosos acerca das bandas, os quais poderiam localizar o Centro Comerial STOP como espaço importante na história da música da cidade do Porto. Juntamente com as imagens pretende-se utilizar também áudio de testemunhos das pessoas, fazendo com que as imagens falem mais do que por elas mesmas. Assim, fugindo de uma historicização institucional e tradicional, pretende-se ouvir a história daquele lugar pelas falas das próprias pessoas que se relacionam de alguma forma com aquele espaço, sendo músicos ou não. As informações obtidas podem compor um mosaico em que se fundem no presente vivido, um passado e um futuro, tanto do STOP, como da própria relação deste com a cidade.

Objetivos... 1. Contribuir para iniciar um movimento de composição da história viva do local através do registro fotográfico dos pormenores das salas do STOP; 2. Contribuir para uma pretensa interação entre os diferentes grupos que frequentam o STOP, como também entre este e outros espaços da cidade (externo); 3. Contribuir para legitimar o STOP como espaço de fomentação de movimentos da cultura musical da cidade do Porto.

Conteúdos... Por meio de um processo de metalinguagem fotográfica (foto da foto) pretende-se recolher os registos e imagens que são espólio dos habitantes do Stop. Acompanhado destes registros pretende-se recolher áudios com testemunhos acerca das imagens.

Concretização... Na primeira fase o projeto pretende fazer uma recolha através do registro fotográfico. Paralelamente também se recolheria depoimentos sobre cada ma disponibilizado terial(imagem). Materiais estes que serão, num segundo momento, comportados em um livro digital que seria no site do STOP. Materiais recolhidos: Fotografias de imagens fotográficas, recortes de revistas, objetos etc, ou seja, material esquecido ou que compõem os layouts improvisados\espontâneos das salas; Áudio (pequenos relatos dos habitantes sobre as imagens).