Olha eu aqui eu de novo... São tantas coisas para contar, tantas coisas para dizer.. Se não fosse essa minha preguiça de escrever, este blog realmente tinha o que falar. Bom, mas nos contentemos com meu raro momento de coragem... Esses dois últimos meses foram fortes, intensos, e muito frios... Conheci pessoas maravilhosas, passei o ano com minha grande amiga Carmita que veio diretamente do Ceará com rapadura e farinha de tapioca, desbravar um pouquinho as terras de Cabral; finalizei projetos do primeiro semestre da faculdade; conheci a cidade encantada de Amsterdam, onde andei de bicicleta sobre as ruas branquinhas de neve, revi uma amiga querida, Carol, que mora em Rotterdam, onde passei três dias inesquecíveis; trabalhei bastante na produção de mais uma edição da super revista "Sustentação" na parceria maravilhosa de minha amiga e super jornalista Clarisse, sempre online, diretamente de Fortaleza; bati muita perna atrás de uma nova morada de preferencia com janelas grandes para a rua e próximo da boemia da cidade; vivi um legítimo carnaval português na região dos Trás dos Montes, a contive de uma grande amiga, Paulinha. Enfim, foram dois meses bem vividos. E hoje estou aqui com um bocadinho de coragem para escrever, principalmente porque deparei-me que já fazem sete meses que estou nestas terras distantes que já não me parecem tão estranhas.. Sinto-me parte dela. Cheguei em casa agora depois de ter caminhado as pressas para o Teatro Rivoli onde estar acontecendo um Festival de cinema, que não consegui ir nenhum dia por causa de coisas para fazer.. Coisas e coisas... cheguei atrasada, a fila estava enorme e os ingressos esgotados. Enfim não consegui assistir o filme novamente. Fui tomar uma cerveja com Vivi, kkk... Bem, por algum motivo tínhamos tido a coragem de sair de casa num frio danado e um tempo chuvoso. Tínhamos que comemorar o fato de estar ali. Falamos sobre a experiência de percebermos nós mesmos, de encararmos aspectos nossos que não percebíamos há pouco tempo atrás. Maneiras de agir que mal sabíamos que nos pertenciam. Lidar com nós mesmos, estar só. Isso aos olhos de muitos é sinônimo de sofrimento, Penso que isto é tão importante quanto estar acompanhado por pessoas queridas, que te conhecem bem e que te amam. Todos precisam ter solidão. Todos precisamos estar sozinhos. Estou percebendo que sei lidar com essa minha parte solitária. Deparei-me que sei lidar tanto com ela que tive medo de ser taxada socialmente como uma pessoa solitária. É forte e pesado essa designação. Você não pode! Não é permitido no estatuto da felicidade ser uma pessoa solitária. Tem que estar sempre em contacto, tem que estar envolvido numa rede de contactos, quanto mais extensa melhor. Facebooks, orkuts, blogs, sites, flirks, mikes, mokas, mukas e outros mais. Por mais que você fale com poucos, mas tem que mostrar que estar ali. E é nessa história de tanto mostrar que estar ali que se esqueci do principal, de estar aqui.
sexta-feira, 5 de março de 2010
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